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Devemos lembrar que o Brasil tem dimensões continentais e seria quase impossível implantar uma mesma didática de ensino num país que a cultura e os costumes diferenciam-se tanto. |
A Capoeira vem sendo divulgada no mundo através de palestraas, cursos, encontros, livros, discos e várias outras formas de divulgação, incluindo também a mídia que vem fazendo um papel muito importante para que essa modalidade cresça e ganhe espaços em universidades, escolas, clubes e academias. O Brasil que é berço da capoeira exporta vários mestres de diferentes grupos que divulgam a capoeira no exterior. Partindo deste fundamento percebemos que ha vários seguimentos e aprendizados dentro da capoeira regionalizando sua prática, isto quer dizer que, a forma de ensinar e aprender capoeira muda conforme a necessidade da região. |
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O Brasil a partir do século XVI foi palco de uma das maiores violências contra um povo. Mais de dois milhões de negros foram trazidos da África, pelos colonizadores portugueses,
para se tornarem escravos nas lavouras da cana-de-açúcar.Tribos inteiras foram subjugadas e obrigadas a cruzar o oceano como animais em grandes galeotas chamadas de navios negreiros. Pernambuco, Bahia e Rio de Janeiro foram os portos finais da maior parte desse tráfico.
Ao contrário do que muitos pensam, os negros não aceitavam pacificamente o cativeiro; a história brasileira está cheia de episódios onde os escravos se rebelaram contra a humilhante situação em que se encontravam. Uma das formas dessa resistência foi quilombo; comunidades
organizadas pelos negros fugitivos, em locais de difícil acesso. Geralmente em pontos altos das matas. O maior desses quilombos estabeleceu-se em Permambuco no século XVII, numa região conhecida como Palmares. Uma espécie de Estado africano foi formado. Distribuindo em
pequenas povoações chamadas mocambos e com uma hierarquia onde no ápice encontrava-se o rei Ganga-Zumbi, Palmares pode ter sido o berço das primeiras manifestações da Capoeira. Desenvolvida para ser uma defesa, a Capoeira foi sendo ensinada aos negros ainda cativos, por
aqueles que eram capturados e voltavam aos engenhos. Para não levantar suspeitas, os movimentos da luta foram sendo adaptados às cantorias e músicas africanas para que parecessem uma dança. Assim, como no Candomblé, cercada de segredos, a Capoeira ganhou a malícia dos
escravos de "ganho" e dos frequentadores da zona postuária. Na Cidade de Salvador, capoeiristas organizados em bandos provocavam arruaças nas festas populares e reforçavam o caráter marginal da luta. Durante décadas a Capoeira foi proibida no Brasil. A liberação da sua
prática deu-se apenas na década de 30, quando uma variação da Capoeira (mais para o esporte do que manifestação cultural) foi apresentada ao então presidente, Getúlio Vargas.
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