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José Wladimir Klein (Bruder Klein)
71 anos, brasileiro, casado, aposentado, residente na cidade de São Bernardo do Campo: Av. São João Batista, 384 - Bloco B7 - Apto.23 - Rudge Ramos São Bernardo do Campo SP  - 09635-000, autor de 14 livros, mais 4 em preparação; todos distribuídos gratuitamente anexados a E-Mail's:
 
http://www.asatnet.com.br/usr/jwklein/
jwklein@asatnet.com.br

 

Segue texto


 CRÍTICAS  ÁS DIRETRIZES RELIGIOSAS

 

         Ser religioso é pretender contribuir para o aperfeiçoamento de um sistema que comprovadamente doe paz, amor, tranqüilidade e bem estar ao homem.

         Será que esse sistema religioso já foi concretizado em nossos dias?

         Mesmo que tenhamos certeza de que ainda não existe um sistema religioso compatível com as necessidades do homem, é temeroso nos referirmos a isso porque poderíamos ser taxados de hereges, e mesmo que não estejamos mais nos tempos da Inquisição, poderíamos ser isolados de tal forma que não teríamos mais condições de sobreviver.

         Mas é necessário que se explane o assunto para acordar da letargia quantos se acomodaram em um sistema tendo-o como perfeito, cegando o seu raciocínio para não enxergar as falhas ali existentes. Na maioria das vezes essas falhas não são vistas porque interessa a alguém encobri-las para que assim possa usufruir dos benefícios da ignorância da maioria dos adeptos.

         Iniciei dizendo que um sistema religioso eficiente seria aquele que desse (e não vendesse) elementos formadores de uma boa qualidade de vida; mais que isso,  que trabalhasse para que os seus adeptos fossem orientados "politicamente" (por que não?) para estarem aptos a exercerem plenamente a cidadania , para assim influírem na formação político administrativa do Estado.

         É claro que reconhecemos que a pura e simples transformação das estruturas não resolverá os problemas da humanidade; o que resolverá será a transformação do homem. O que temos feito, entretanto é transformar o íntimo das pessoas mais simples que assim colocam-se em uma maior passividade para serem exploradas pelo grande contingente que acredita mais em acumular riquezas que nunca terá oportunidade de gastar. Estes estariam desempenhando, mesmo, o papel de vilões que lhes é próprio, mas existe outro tipo de sangria da economia do povo que é gerada  por grupos formadores de grandes organizações religiosas que em seus escaninhos usufruem de mordomias pessoais, através de financiamento de viagens ao exterior e outros quesitos.

         Sempre me posicionei como crítico da organização católica, embora tenha sido orientado em seu seio por algum tempo, em minha infância e adolescência. Achava que os padres, que demandam um longo período estudando para cumprirem a sua função, são donos de uma formação acadêmica que os qualifica como ótimos professores e portanto habilitados a ganharem a vida sem viverem da religião. Esse é o problema, entendo que ninguém deveria viver da religião. Cada adepto de uma religião deverá ser, e de fato é, um servidor. Cada um deverá ter uma profissão e ganhar o seu sustento e o de sua família no desempenho dessa profissão. E, exercer os atos religiosos, como todos o fazem, exclusivamente por respeito a sua crença.

         O que assistimos não é isso; grupos formam-se e constituem-se em organizações  onde alguns vivem regaladamente das contribuições dos seus irmãos, que muitas vezes fazem as suas contribuições em prejuízo das necessidades de suas famílias.

         Acho justa a contribuição do dízimo nas igrejas mas, tiradas as despesas essências de manutenção dos locais de culto, o restante se aplicasse na assistência social dos próprios domésticos da fé, primeiramente, minorando as suas necessidades, e, posteriormente, a outras pessoas carentes.

 

 

         No caso de ser imprescindível a permanência de um líder religioso, como no caso de missões, onde o enviado fica fora de locais que possam proporcionar-lhe o sustento, este poderia receber o necessário para as suas necessidades. Em qualquer caso, nunca o salário do obreiro deveria ultrapassar a média do salário da comunidade. O ofício religioso é de fato um lugar de sacrifício que é exigido daqueles que de fato possuem vocação e não de pessoas que as possam escolher como uma profissão.

         As organizações religiosas estruturam-se em dois ramos que são o espiritual e o organizacional.

         No primeiro que tem o dever de ministrar ( e ministrar significa servir) aos membros os ensinamentos das doutrinas que regem a conduta dos adeptos, deverão estar engajados todos os irmãos, doando, alem de parte de seus bens, para a manutenção da obra, para assistência aos necessitados.

         No segundo, que é a parte organizacional deverá ser dirigido como se fosse (e de fato é) uma entidade que tem o dever de equilibrar Receitas e Despesas de maneira racional para que seja alcançado o objetivo da entidade. Nesse sentido deverá ser elaborada uma previsão orçamentaria para que os gastos sejam efetuados e controlados por todos os participantes da comunidade.

         Os adeptos em geral tem o direito de receber instrução sobre as doutrinas para que estejam bem certos dos procedimentos exigidos de cada participante no campo espiritual. Terminado o aprendizado, quando dominar os conhecimentos, deverá engajar-se no ensino e esclarecimento dos irmãos menos favorecidos, como angariar novos adeptos para o grupo. Haverá, assim, uma divisão das tarefas por todos os participantes não sobrecarregando ninguém e não existindo a necessidade de manutenção de "funcionários" pagos.

         Os adeptos em geral tem o dever e a obrigação de acompanhar e fiscalizar todos os atos da administração, cuidando para que a receita seja aplicada em benefício da obra e da comunidade. Assim,  com a entrega do dízimo não encerra-se o dever de estar sempre cuidando para que o orçamento seja cumprido em benefício da obra, exercendo a fiscalização de tudo que for aplicado em cada item de despesa.

         No orçamento que deverá ser aprovado em cada início de exercício deverá ser reservado, no mínimo, 10% de toda a arrecadação, que será destinado à ampliação do trabalho, através de pontos de pregação, congregações e novas igrejas, que por sua vez deverão seguir as mesmas diretrizes.

         Condenam-se, portanto, o profissionalismo dentro das religiões, para que possam ser encaminhadas com seriedade, engajando apenas aquelas pessoas realmente transformadas que comporão um exercito a serviço do Criador.

         Quando expomos esses fatos, evidentemente estamos tratando unicamente de religiões advindas do cristianismo que herdaram os ensinamentos dos profetas e adotaram a Jesus Cristo como Senhor e Salvador de suas vidas. É dentro do cristianismo que deverá haver uma transformação das estruturas ao mesmo tempo em que as pessoas transformem-se.

         Se trabalharmos nesse sentido, transformando os homens, depois de nos reformarmos a nós mesmo e as nossas organizações religiosas, com certeza Deus poderá nos estar usando para que o mundo possa ser transformado para melhor.