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O conhecimento da composição genética de populações é importante para o estudo da evolução. Pode-se conhecer a composição genética de uma população calculando as freqüências de genes e de genótipos que a compõem. Vamos aprender, então, a calcular essas freqüências e como elas podem ser empregadas nos estudos sobre evolução.
2. Freqüências gênicas e genotípicas. A determinação da freqüência gênica e da freqüência genotípica de uma população pode ser exemplificada em uma população com as seguintes características:
A freqüência dos genes A ou a, nessa população, pode ser calculada do seguinte modo:
A freqüência do gene A
é : O número total de genes na população para
esse locus é 24000, pois, se o número de indivíduos apresenta dois alelos para o locus
em questão.
Para calcular a freqüência de a, pode-se proceder do mesmo modo ou, então, utilizar a fórmula que estabelece a relação entre genes alelos:
f(a) = 1 - 0,55 Nessa população, as freqüências dos genes A e a são, portanto, respectivamente:
A freqüência genotípica, neste caso, pode ser calculada do seguinte modo:
As freqüências dos genótipo AA, Aa e aa nessa população são, respectivamente: AA = 3600 = 0,30 Aa = 6000 = 0,50 aa = 2400 = 0,20 No exemplo dado, o número de indivíduos e a distribuição dos genótipos quanto a um determinado par de alelos são conhecidos. A partir dessa população, ou de qualquer outra, pode-se estimar a freqüência genética e genotípica da geração seguinte, com base no teorema e na fórmula de Hardy-Weimberg, cuja utilização apresenta certas restrições, como será apresentado no próximo item.
3. O teorema de Hardy-Weimberg Este teorema, formulado em 1908 pelos cientistas Hardy e Weimberg, tem o seguinte enunciado:
Este teorema, então, só é válido para populações:
Uma população assim caracterizada
encontra-se em equilíbrio genético. Na natureza, entretanto, não
existem populações sujeitas rigorosamente a essas condições.
Essa relação pode ser representada
do seguinte modo: Hardy e Weimberg compreenderam que esse resultado nada mais era do que o desenvolvimento do binômio (A+B) elevado à Segunda potência, aprendido em álgebra elementar:
Chamando de p a freqüência de um
gene e de q a freqüência de seu alelo e sabendo-se que p+Q =1, obtem-se a fórmula de
Hardy-Weimberg: a fórmula de Hardy-Weimberg pode ser escrita dos seguintes modos:
OU
4. Exemplos de aplicação da fórmula de Hardy-Weimberg EXEMPLO 1
Se a população estiver em equilíbrio,
a freqüência será sempre mantida constante ao longo das gerações. Se, no entanto,
verificarmos que os valores obtidos na prática são significativamente diferentes desses
esperados pela fórmula de Hardy-Weimberg, a população não se encontra em equilíbrio
genético e , portanto, está evoluindo. EXEMPLO 2
onde:
A freqüência do gene m
é 0,4 e a do gene M é 0,6.
Logo, a freqüência genotípica é:
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