Informativo
:A&D::C&R:
Arquitetura
e Design para Cozinhas e Restaurantes Comerciais e Industriais
n. 06
- 03 de Novembro de 2000.
Brevemente um
histórico dos informativos estará disponível no site.
:: índice ::
1 - Editorial
2 - Decoração de Natal - Parte II
::
editorial
::
Com a
evolução da proposta de criar um boletim cuja temática
englobasse assuntos relacionados à Cozinhas e Restaurantes
Comerciais e Industriais, as próximas edições enfocarão
aspectos mais técnicos sobre essas questões, envolvendo desde
projetos, equipamentos, até aspectos nutricionais e de
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artigo ::
Decoração
de Natal - II Parte
por Eric Zompero
Os objetos de decoração, sejam eles de pequeno, médio ou grande porte, podem ser fabricados com matérias-primas diversas, incentivando principalmente o contraste causado por materiais atípicos, tecidos diferenciados, de preferência fibras naturais, que possuem melhor caimento e variações de textura, linho, estampados, lonas, etc., materiais rústicos como juta, palha, bambu e cana ou o que a imaginação permitir. Como conceito, pode-se prevalecer a utilização de materiais naturais e ecológicos.
Os resultados apresentados podem ser direcionados para representarem os festejos de natal. Madeira e metais são ótimos exemplos para essas finalidades.
Para as instalações temáticas, ou enfeites de porte médio, com ou sem simbolismos aparentes, como esculturas ou luminárias de natal, o importante é delimitar suas áreas, evitando assim uma aparência desorganizada e relaxada. Como exemplo, pode-se definir para esses elementos maiores um limite no piso, executado com um material diferente, talvez pedriscos, seixos, bambu ou ripas de madeira em cortes e desenhos orgânicos; espaço restrito ainda reforçado com uma adequada iluminação.
Uma outra característica importante é a temporalidade e não perpetuação da decoração. Não adianta instalar grandes elementos decorativos, ou uma iluminação de milhares de luzes coloridas para deixa-las na fachada ou no ambiente durante todo o ano desligadas. É um descuido e desinteresse facilmente notado pelo usuário. A decoração deve ser facilmente instalada um mês antes do Natal e retirada alguns dias após o Ano Novo, como é de costume. Nada de propagar esses enfeites até o outro natal. Essa atitude apenas contribui com a descaracterização do estabelecimento.
Mas vamos iniciar as dicas práticas. Em primeiro lugar não é necessário gastar muito dinheiro, nem estourar o orçamento para se obter uma decoração imponente. Usando um pouco de imaginação pode-se criar ótimas obras, com belos estilos e agradável coerência.
Definido os itens mencionados, pensar na melhor maneira de materializa-los. Não é necessário trazer uma árvore para dentro de um restaurante, mas posso representa-la de diversas maneiras, por exemplo, utilizando arbustos e iluminando-os com cores quentes. Uma idéia que teve um resultado interessante, foi uma instalação feita de bambus e folhagens, em um piso de areia numa pequena área de um restaurante, iluminado com luz vermelha e chapas metálicas com guirlandas desenhadas em baixo relevo. Uma solução estética muito limpa, inovadora, visualmente agradável e altamente representativa.
Antes de instalar os enfeites já definidos, é sempre bom fazer um teste preliminar no piso (para elementos fixados nas paredes), distribua-os da melhor maneira no chão, veja quais as possibilidades de disposição, as proporções entre eles, equilíbrio e simetria entre elementos, só depois fixe-os nas paredes.
Observe se esses elementos possuem certa proporção entre os móveis já existentes do ambiente, eles não devem se destacar demais, nem destoar do conjunto. O importante sempre é tentarmos propostas integradas, caso contrário o resultado pode não ser uma representação de Natal, mas sim de um verdadeiro carnaval.
Por isso mesmo pode-se reservar apenas alguns espaços específicos dentro do restaurante para lembrar do data, decoração redundante e mal distribuída pode comprometer todo o conjunto. Utilizando apenas uma parede por exemplo, pode-se criar um painel temático ou decorando a recepção do estabelecimento, são duas ótimas e eficazes soluções.
Faz-se desnecessário impor na ornamentação dezenas de objetos diferentes comprados em lojas especializadas. Eleger um único símbolo ou elemento dominante, explorando suas variações de cor, textura e tamanho é a melhor maneira de evitar excessos.
Para os arranjos florais, nada de enfeites com bolas e fitas vermelhas, na medida do possível procurar utilizar elementos naturais, há uma riquíssima variedade de plantas que podem servir muito bem para estes arranjos. Aliado às folhagens, algumas flores (aquelas com muito pólen devem ser evitadas, principalmente em mesas de restaurantes) podem causar grande impacto e, com o auxílio de algum enfeite simples de natal, como uma guirlanda natural, o enfeite ganhará naturalidade e integração.
Velas podem ser encontradas e utilizadas nas mais variadas formas e cores, em mesas, arranjos, móveis de apoio, peitoris, etc; Prefira as mais simples (não brancas); utilizadas em mesas nunca devem ser mais altas que a altura dos olhos. Cm o auxílio de espelhos pode-se também conseguir efeitos muito interessantes. Já as velas com aromas também devem ser evitadas, pois num restaurante podem comprometer a degustação dos pratos, já que os odores são os grandes responsáveis pelo sabor que sentimos da comida.
As fachadas podem conter diversos elementos decorativos típicos, estes devem ser inseridos com o propósito de servir como um chamariz visual, ornando e se integrando com a construção. Apesar de alguns resultados interessantes, os efeitos conseguidos com o excesso de cordões de luzes, muito utilizados ultimamente, sem um projeto específico, não respondem por uma boa solução estética.
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